Pessoas lindas,
Há muito tempo não leio um drama tão envolvente e cheio de tensão como esse. O Perfume da folha de chá foi uma escolha certa de leitura e nem mesmo os momentos mais cansativos da trama fizeram que com que não valesse a pena. 

|Esse é um romance histórico, best-seller #1 na Inglaterra, e toda a trama é ambientada no Ceilão, em 1925. É o segundo romance da autora Dinah Jefferies e o primeiro lançado no Brasil, sendo publicado pela Editora Paralela  este ano.| 

Gwendolyn Hooper acaba de sair da Escócia, com apenas 19 anos, e é passageira de um navio que a levará para o Ceilão (atual Siri Lanka) onde ficará com seu marido, o charmoso e gentil Laurence. Ele e Gwen, como é carinhosamente chamada, são recém casados e formam o tipo de casal que representa a perfeição na sociedade aristocrática: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chá mais prosperas do Império. Mas nem tudo são flores quando Gwendolyn chega à mansão, divina propriedade Hooper. Com o tempo a mulher percebe que existe rancor por parte dos empregados, todos eles são calados e vivem numa vizinhança traiçoeira. E apesar de muito carinhoso, Laurence muitas vezes parece estar atormentado com algum segredo que envolve seu passado, mas se recusa a conversar sobre isso. É tudo um grande mistério, porém a grande felicidade chega com a notícia de que Gwen está esperando um bebê. No entanto, essa mesma felicidade transforma-se num grande pesadelo quando a mulher dá à luz. Agora é ela que irá guardar um segredo que pode ser capaz de mudar tudo na relação com Laurence e fazer sua família desmoronar. Mas do que será que Gwen é capaz para salvar seu casamento? E o que será que Laurence esconde?

O Perfume da folha de chá apresenta ao leitor uma história dramática, embora em primeira mão instigue o leitor com a promessa de uma narrativa misteriosa. O contexto histórico é um ponto alto na trama desenvolvida com um narrador na terceira pessoa, e prende o leitor desde as primeiras páginas por conta da narrativa elegante e toda sua tensão, característica comum aos dramas. 

O romance de Dinah Jefferies apresenta um panorama histórico rico em detalhes sobre o Ceilão e atrela esses acontecimentos de maneira brilhante à história, tornado-a mais próxima da realidade o possível. O narrador nos leva a conhecer as belezas do local, nos fornece informações sobre a sociedade da época, principalmente no que tange às condições precárias dos trabalhadores e a questão racial e cultural - que implica nas exclusões sociais que como podemos observar existe até hoje. Também é importante destacar a personalidade da protagonista, Gwendolyn, e perceber o quanto é uma mulher forte, que foge do rótulo de sexo frágil, embora esteja inserida na trama como a mulher que está ali para cuidar da casa e não do que está além dela. Porém, você irá se surpreender quando Gwen for mais além do que a gente espera.
"Só com muita sorte o Sindicato Trabalhista do Ceilão não vai ficar sabendo desse caso. O senhor é um homem cruel, que só consegue enxergar o pior nas pessoas. Eu acredito que devo tratar de forma justa e gentil, qualquer que seja a cor da pele." (Pág.: 287)
E se existe a problemática sobre a questão relacionada ao papel da mulher na sociedade, consequentemente, e de maneira sutil, o leitor vai perceber o machismo gritante que prevalece em alguns personagens na trama. E também deixa claro que há pessoas  que não se importam com a qualidade de vida daqueles que estão "abaixo" deles no âmbito social (fato que também existe até hoje).
"Apesar do medo, Gwen sentia pena daqueles homens, e temeu que McGregor pudesse persegui-los. Mas, se por um lado a pobreza dos trabalhadores a comovia até as lágrimas, para Verity eles não pareciam ser um assunto digno de muita atenção." (Pág.: 279)
O clichê não escapa aos olhos de quem gosta e é fã de romances dramáticos e históricos e você não estará escape dos acontecimentos previsíveis, dos escândalos, chantagens e anseios que afetam a vida de boa parte dos protagonistas em narrativas como essa. Porém, temos dentro do clichê personagens muito bem desenvolvidos e arriscaria dizer que são personagens marcantes - seja por suas atitudes ou simplesmente pela força das de suas características internas e suas ações. 

Talvez você comece a leitura com um desejo de decifrar qual será o segredo sobre o passado de Laurence, o esposo da protagonista, e aos poucos você terá uma pista, até que ele seja finalmente revelado no final da história. Mas você irá se deparar também com o segredo que envolve o presente de Gwen e talvez esse seja um momento de decepção para quem espera demais do mistério sobre o proprietário das fazendas de chá. Neste momento o foco é voltado para a mulher e a luta interna pela qual ela passa a travar, o que envolve seus medos, seus traumas, suas tristezas e revoltas. Por um momento o mistério fica de lado e o drama se faz presente e exagerado demais.

De modo geral, o perfume da folha de chá é um romance que apesar de não ofertar momentos de fortes emoções ao leitor, problematiza questões importantes e discutidas na nossa atualidade, através do contexto histórico dos anos XX. Com uma narrativa impecável e cheia de descrições precisas sobre o ambiente e os personagens, a história conquista o leitor facilmente e promete não decepcionar. Eu indico a leitura principalmente aos amantes de romances que envolve muito clichê e drama familiar.

Bjux,











Dizem que a vida é como um jogo, a gente sobrevive às mazelas todos os dias e todos os dias nos deparamos com um desafio diferente a cumprir. A escolha certa a fazer, o que priorizar, onde pisar, para onde ir e até onde você deve se permitir sentir medo são algumas questões desse jogo


|O grande lançamento da Editora Novo Conceito chega às livrarias de todo o país  em junho, trazendo uma narrativa em que a realidade se mistura  ao sonho e a mentira se confunde com a verdade numa fantasia cheia de referências a grandes histórias e desafios.|
"Bem vindos, bem-vindos ao Caraval! O maior espetáculo na terra ou no mar. Aqui vocês conhecerão mais maravilhas do que a maioria das pessoas vê em toda uma vida. Poderão beber magia numa taça e comprar sonhos engarrafados. Mas, antes que entrem no mundo, devem recordar que tudo é um jogo (...) Os sonhos que se realizam podem ser belos, mas também podem se tornar pesadelos quando as pessoas não acordam."
Donnatella e Scarlet são irmãs e desde muito novas sonhavam conhecer o grande mestre de um jogo chamado Caraval. Fugir para a ilha de Trisda onde os jogos acontecem e conhecer o famoso Lenda sempre fora um dos maiores desejos das irmãs, que sonham em se libertar da vida que levam com o pai perverso. Quando Scarlet recebe a tão esperada carta resposta de Lenda fica surpresa, pois não imaginava que teria alguma resposta um dia ou que com ela encontraria três ingressos para o grande jogo, que acontece numa ilha afastada, propriedade do mestre dos jogos. O que Scarlet não sabe é que nessa edição de Caraval sua vida estará mais atrelada ao jogo do que ela poderia imaginar. Ela não sabe, mas por alguma razão sua irmã desapareceu e somente Julian, um suposto marinheiro e também jogador de outras edições, seria seu aliado no jogo. Mas será que Julian e Scar (como é carinhosamente chamada pela irmã) estão mesmo lutando lado a lado? E qual o mistério que envolve o desaparecimento de Tella? Numa insana corrida contra o tempo Scrlet viverá seus maiores desafios na vida e fará descobertas sobre si e sobre tudo o que aparentemente está ao seu redor.

CARAVAL foi escrito por Stephanie Garber e já é um best-seller do New York Times. O livro nos apresenta uma narrativa cheia de cores e muita fantasia, além de nos inserir num novo mundo onde a busca por respostas é uma constante. A narrativa que conta com pouco mais de 250 páginas é agradável e cheia de mistérios, nos envolve em situações em que passamos a questionar junto aos personagens e por isso acaba por nos inserir de maneira precisa no jogo. 

Uma das grandes sacadas da história fica por conta da metáfora da vida como um jogo, o qual temos que viver desafios todos os dias. A autora "brinca" com a questão das decisões e consequências de suas escolhas, bem como o egoísmo que está no ser humano seja ele quem for. O medo também é um tema abordado na trama e está constantemente sendo comentado. O que o medo faz? Qual o lado positivo e o lado negativo do medo? E o quanto ele pode influenciar nas nossas escolhas, decisões e atitudes na vida.

Toda a narrativa gira em torno de questionamentos relacionados ao que é mentira e verdade, ao medo e as consequências de nossos atos. E uma segunda sacada inteligente e diria romântica da autora foi trabalhar com as cores e as sensações. Num tom metafórico e consequentemente poético, o narrador em terceira pessoa atribui cada cor um sentimento - a cor do medo, do alivio, do amor, etc. O lúdico é também uma constante na história, principalmente quando o narrador deixa explicito o quanto algumas pessoas se rendem ao jogo porque gostariam de escutar mentiras, viver ilusões. 
"Ninguém espera a verdade aqui. - prosseguiu ela, sem se deixar intimidar pelo silêncio.- Ninguém quer a verdade. Muitas pessoas aqui não esperam ganhar o desejo; só vieram em busca de aventura."
Impossível não enxergar Alice no país das maravilhas nesta história, nesse novo mundo onde nada parece ser o que é, e tudo o que os personagens precisam é de uma maneira de encontrar a saída e o que os levaram até lá. Poderia dizer que o mistério da irmã perdida seria a busca constante de Alice pelo coelho? Tire suas conclusões durante a leitura.
"Por favor! - Scarlett correu atrás dele. Não estou pedindo um vislumbre do futuro. Minha irmã foi sequestrada (...); pode me dizer onde encontrá-la?
Nigel se virou. Um clarão de tinta e cor.
- Se você se importa mesmo com sua irmã, por que não perguntou sobre ela primeiro?"
Se você está se perguntando pelo romance, ele existe. Não tão empolgante ou marcante, mas está na trama para entreter os apaixonados pelos amores impossíveis e pelas mazelas pelas quais os amantes vivem até se encontrarem e descobrirem seus sentimentos. Um momento clichê, digamos. Mas que não pode faltar.

Fantasia, cores, questionamentos psicológicos, romance e muito mistério espera por você em CARAVAL. Um livro que apresenta uma narrativa cheia de mensagens importantes sobre o jogo da vida e sobre as consequências de nossas escolhas dentro dele, 

Breve nas livrarias de todo o país.

|GARANTA JÁ O SEU NA PRÉ-VENDA|
Aguardem!

XOXO


 ♥ Olá! 
você apaixonado por leituras leves, histórias que envolvem família, amizade e ainda tem como personagem o melhor amigo do homem. A Novo Conceito apresenta SEMPRE HAVERÁ VOCÊ, da autora Heather Butler.

Uma Família, um cão e um novo começo...

Em Sempre Haverá Você temos o garotinho George, tão doce inteligente e esperto, e Theo, seu irmão mais novo, o tipo de garoto que deixa qualquer pessoa de cabelo em pé. Além deles, você vai conhecer uma família unida e cheia de amor e um cachorro chamado Goffo. Quem conta essa história é o primogênito da família numa espécie de diário onde escreve seus pensamentos e acontecimentos de forma única. Ele tem um jeito peculiar de escrever e destaca as palavras da seguinte forma: as preferidas ficam em negrito e as que não gosta escreve com letras pequenas demais. É muito amigo e ama demais seu irmão, embora muitas vezes perca a paciência com ele. Também adora brincar de um joguinho em que ele e a mãe falam palavras novas. Aliás, a mãe do George é a pessoa favorita da vida dele mesmo que tenha amor pelo amor pelo melhor amigo, Dermo, pelo pai, os avós, seu cão. Mas agora a sua pessoa favorita da vida está muito doente e nem brinca mais de palavras novas, não sorri como antes, nem inventa poemas com o Theo. Tudo o que George deseja é fazer a mãe sorrir novamente, que ela possa voltar a brincar feliz e seja curada. Mas aos poucos ele vai aprender muito sobre a vida, e principalmente que existem coisas invencíveis e é preciso saber lidar com isso.

Quem leu A mais pura verdade, livro do Dan Gemeinhart, também publicado pela Novo Conceito, pode se identificar com a história, embora a narrativa de Butler seja mais rápida e direta. A semelhança está nos personagens cativantes, na união familiar, na graça da história e na força dos personagens.

Butler escreveu uma narrativa onde o ponto alto é a família e é lindo vê-la tão unida (embora seja perfeita demais, como naqueles comerciais de margarina). Pais atenciosos, que brinca com seus filhos e que estão sempre com eles, não deixando que lhes falte amor e companheirismo; união entre irmãos, proteção e cumplicidade também faz parte da história. E para completar um cão chamado Goffo, que é a diversão da casa. O texto é sutil, é rápido, é aconchegante, mas possui algumas falhas.

Narrado em primeira pessoa na voz de um garoto de com pouco mais de 9 anos de idade, temos uma narrativa despretensiosa, leve e fluida. Isso ajuda muito a seguir com a leitura e acredito que seja esse um dos motivos para eu ter chegado tão longe em tão pouco tempo. Porque de capítulo para capítulo temos uma quebra brusca na narrativa, começando novas situações e deixando muitas coisas soltas de um momento da narrativa para outro. Será que isso pode ser justificado pelo formato da narrativa (uma criança escrevendo no seu diário)? Seja como for, a doçura de George e a empatia que ele causa no leitor compensa.

No entanto, a questão da quebra da narrativa não me incomodou tanto quanto alguns conceitos machistas que encontrei no texto. No momento em que estamos lutando contra os rótulos, lutando pela igualdade, pelo respeito na causa LGBT, querendo excluir conceitos de que "isso é para menina e isso é para menina", por exemplo, a autora coloca no seu texto uma passagem em que o próprio personagem decide não escolher um objeto de cor rosa porque essa cor não é para um menino. Entendo que a imagem de família bonito que citei no início seja a tão comentada família tradicional, cheia de regras e rótulos. Sou a favor da família, deixo claro; mas sou contra os rótulos. 

De modo geral, Sempre haverá você é uma história leve e rápida que pode encantar e divertir o leitor pela ingenuidade dos personagens e suas peripécias. Uma história que tinha tudo para ser mais, no entanto apresenta um texto raso. Não diria memorável, mas é uma história carinhosa e gentil.

Bju,








Futuros #GIRLBOSSes e #DUDEBOSSes,

Imaginem largar a escola durante o ensino médio porque você não consegue se adaptar a ela; depois, sair de casa após o divórcio dos pais e viver por conta própria; arrumar um emprego de checar RGs na portaria de uma escola de arte e abrir, no meio tempo, uma loja virtual; no fim, ser CEO de um negócio de mais de 100 milhões de dólares com um escritório de 4.600 m² em Los Angeles, um centro de processamento e distribuição em Kentucky e trezentos e cinquenta funcionários.

Parece pura sorte, mas não é. Sophia Amoruso, hoje CEO da Nasty Girl, conta toda essa história no seu livro de memórias (#GIRLBOSS) e ensina a aprender com os próprios erros, a saber quando parar e pedir mais e a identificar as próprias fraquezas e usar os seus pontos fortes. O que diferencia esse de outros livros de negócio (dos que eu li), é que a autora não se preocupa em apenas jogar frases bonitas e motivadoras, ela arrebenta e mostra como faz. 

(Atenção: caso você esteja se perguntando, como a própria autora afirma, este não é um livro que vai ensinar a ficar rico rapidamente ou como começar um negócio. E também não é um manifesto feminista nem uma autobiografia ou um autoajuda.)


Na próxima sexta (21/04), A Netflix lançará a série baseada na história da Sophia e, por isso, vou dar 4 motivos para vocês lerem e assistirem a #GIRLBOSS.

1. LEITURA RÁPIDA, INTELIGENTE E DIVERTIDA


Sophia Amoruso. (Foto: Arquivo Pessoal)
Minha história com #GIRLBOSS é curiosa. Eu já tinha ouvido falar do livro, mas só tive vontade de ler após assistir ao trailer da série da Netflix. O resultado é que na mesma tarde em que vi o trailer, peguei o livro para ler e não larguei antes de terminá-lo. (Sim, dá para ler 200 páginas em um dia de uma vez só.)

Isso se deve ao fato de que a Sophia sabe deixar o leitor instigado a descobrir como ela conseguiu criar um império partindo do nada. Com muito bom humor, a autora narra suas experiências e aventuras, apontando os erros e acertos durante o caminho. É muito inspirador ver como, mesmo nas piores condições, ela conseguia dar a volta por cima e mudar seu rumo. Outro um fator que ajudou no dinamismo da leitura foi a quantidade de fotos que ela colocou para ilustrar algumas situações e depoimentos de #GIRLBOSSes, mulheres que conseguiram seguir seus sonhos trabalhando duro para isso.

2. LIÇÕES QUE MUDARÃO O SEU MODO DE AGIR


(Aproveito o tópico para reforçar: #GIRLBOSS não é um livro de autoajuda.)
"Se eu, e este livro, temos alguma coisa a provar é que quando você acredita em si mesmo, as outras pessoas também acreditam em você."
Esse livro mudou, com certeza, meu modo de agir, inclusive com o dinheiro. Uma das coisas que não saíram da minha cabeça e que eu acredito que traduz bem a mensagem central do livro é que não basta esperar. Não basta dizer "eu quero isso!" e aguardar que o universo se mova para lhe dar aquilo que você pediu. No capítulo 6, ela comenta que "logo você vai ver que o destino favorece os audaciosos que põem a mão na massa" e o livro inteiro prova isso. No fundo, já sabemos disso, mas ter coragem para colocar em prática é diferente. E, como disse George Orwell em 1984, os melhores livros são aqueles que dizem o que você já sabe.

3. NÃO É SÓ PARA QUEM QUER SER UMA #GIRLBOSS OU UM #DUDEBOSS


Se você ainda não quis ler o livro porque pensou "ah, mas eu não quero abrir um negócio, vou ler esse livro para quê?", calma lá, pequeno gafanhoto. Apesar de servir de inspiração para aqueles que pensam em ter uma empresa, o livro vai muito além disso. Algumas das situações retratadas em #GIRLBOSS vamos, inevitavelmente, viver. Por exemplo, em um dos capítulos, a Sophia Amaruso dá preciosas dicas para entrevistas de emprego e montar um currículo e uma carta de apresentação - sendo ela dona de uma empresa de 100 milhões de dólares, acho que dá para confiar, né?

4. A SÉRIE DA NETFLIX ESTÁ CHEGANDO


A série Girlboss lança dia 21 (sexta-feira, feriado!) e foi criada por Kay Cannon, escritora de Pitch Perfect (A Escolha Perfeita). Não posso afirmar que ela é uma adaptação direta do livro, mas, tratando-se de uma não-ficção, acho que servirá, pelo menos, como completo deste.




O que acharam do livro e do trailer da série? Se vocês já tiverem lido, me contem suas impressões nos comentários!

P.S.: Sou novo por aqui, talvez vocês verão minha cara mais vezes no blog (nada certo ainda). Se quiserem entrar em contato, vocês podem me encontrar no Twitter.


Lovers,

Nsses últimos dias me dediquei a uma leitura muito agradável, de um livro que se tornou especial e eu gostaria muito de contar um pouco dele para vocês. "A guerra que salvou a minha vida", da Kimberly Bradley, tem uma história linda e triste, mas ao mesmo tempo tão bela e inspiradora que você não vai conseguir parar de ler até concluir a leitura. 

|No final da resenha vocês podem participar do sorteio valendo um exemplar do livro, em parceria com a Darkside/Darklove|

Publicado pela Editora Darkside, A guerra que salvou a minha vida apresenta um relato comovente de uma menina que passou por difíceis momentos ao lado de irmão durante a segunda guerra mundial. A heroína da história é Ada, uma garota que nasceu com um problema no pé e vive uma vida de escravidão dentro de casa, onde é maltratada pela mãe, que não aceita ter uma filha "aleijada". Ada não sai de casa e tudo o que sabe sobre o mundo é visto da janela de casa por onde vê as ruas do bairro e as pessoas que passam por lá. A menina é obrigada a servir a mãe, arrumar a casa, fazer o almoço e não tem direito a boa alimentação ou a trocar uma palavra com qualquer pessoa. Ela também cuida do irmão mais novo, o James, um garoto carismático, que apesar de tudo é mais bem tratado pela matriarca, que alega que ele pode brincar na rua porque é uma garoto normal, incapaz de envergonhá-la. Quem cuida de James na maior parte do tempo é Ada, que por viver enclausurada dentro da própria casa desenvolve um sentimento de apego ao garoto, além do amor incondicional que sente por ele. Quando ficam sabendo que está para começar uma guerra e que as crianças estão sendo evacuadas do lugar onde moram na Inglaterra, eles traçam um plano e vão embora juntos. Nesse momento Ada começa a descobrir o mundo, a beleza das coisas e de novos sentimentos até então desconhecidos por ela. Quem diria que uma guerra poderia salvar a vida de Ada? 
Existe guerra de tudo quanto é tipo.
A história que estou contando começa quatro anos atrás, no início do verão de 1939. Naquela época a Inglaterra estava à beira de mais uma Grande Guerra, a guerra que está acontecendo agora [...] Eu tinha dez anos, [...] e não estava nem um pouco preocupada com ela ou com qualquer disputa entre os países. Pelo que contei já deve ter ficado claro que eu estava em guerra com minha mãe, mas a primeira guerra, a que travei naquele mês de junho, foio contra o meu irmão." (Pág.: 10)
O que pode acontecer quando você não sabe quase nada sobre o mundo que existe além das paredes da própria casa e é humilhada todos os dias pela pessoa que deveria cuidar de você? Que sentimentos podem se desenvolver numa criança de dez anos, que deveria viver sua infância, mas é tratada como escrava, é maltratada e humilhada pela pessoa que deveria lhe dar amor? As consequências em resposta para cada uma dessas perguntas estão retratadas de maneira sublime nessa histórica tocante, que nos mostra o cenário de duas lutas: a luta entre os países e a luta interna e desesperadora que acontece na vida de Ada durante a segunda guerra. 
Narrada em primeira pessoa, a partir do relato inocente, por vezes revoltado e sensível da grande heroína da história, a narrativa de Bradley contagia e prende o leitor não somente pelo cenário e contexto histórico, como também pela personalidade muito bem construída de Ada e dos demais personagens. O perfil psicológico da personagem principal e do seu irmão e companheiro é também muito bem trabalhado de modo a despertar o sentimento de empatia no leitor e fazê-lo refletir sobre as batalhas pelas quais uma pessoa passa na vida e isso independe do momento histórico em que vive. O que é também uma grande sacada: a historia transcende o tempo, pois vivemos guerras constantes durante nossa vida. 
"A voz da Mãe ecoou na minha cabeça. Sua porcaria horrorosa! Lixo, imunda! Ninguém quer você, com esse pé horrível! Minhas mãos começaram a tremer. Porcaria. Lixo. Imunda. Eu servia pra usar os descartes da Maggie ou as roupas simples das lojas, mas não isso, não esse vestido lindo. Podia passar o dia inteiro ouvindo a Susan dizer que nunca quisera ter filhos. Mas não suportaria ouvi-la me chamar de linda. (Pág.: 158)"
Os traumas e sentimentos de medo, de Ada, estão espalhados pelo texto. Você é capaz de identificar cada momento de tentativa de se libertar das amarras, dos sentimentos de raiva, de insatisfação da garota. Mas não é só isso. Ada não é só sentimento de medo, ela é força. A garota tem uma inteligência e força de vontade admirável. Ela cai, mas segue em frente. É persistente e corajosa. 
"Eu, desde o primeiro instante, adorei. As quedas não me assustaram. Aprender a montar era como aprender a andar. Doía, mas eu seguia em frente." (Pág.: 65)
Importante também destacar que autora deixa clara a importância de uma boa educação e também mostra o método de ensino de alguns professores da época, ainda visto atualmente. O incentivo à leitura também é uma constante na história, que cita algumas obras de sucesso da literatura, com destaque a Peter Pan e Alice no país das maravilhas. 
"Fui vesti-lo depois de visitar o Manteira. Sabia que a Suzan ficaria contente, e ela ficou. Escovou o meu cabelo, mas deixou-o solto. e amarrou a fita verde nova na minha cabeça. 'É a fita da Alice', ela disse. 'A garota do seu livro, a Alice, ela usa o cabelo assim.' (Pág.: 164)
Percebam que até a cor, citada de forma tímida, tem papel importante. A cor verde representa a ESPERANÇA, algo que Ada, apesar de tudo, nunca deixou de lado. E ainda sobre Alice, a Ada tem um pouco da ousadia e inteligencia da menina de Carroll; tem a sensibilidade e o medo, mas a persistência de Alice também pode ser vista em Ada, que inclusive num dado momento dialoga com o conto no seu relato:
"A Alice perseguia um coelho que usava roupas e um relógio de bolso. Ele descia pela toca, como os coelhos que eu via nos passeios com o Manteiga. A Alice ia atrás dele e caía num lugar ao qual não pertencia, um lugar onde nada fazia sentido.
Éramos nós, pensei. O James e eu havíamos caído na toca de um coelho, na casa da Susan, onde nada mais fazia sentido." (Pág.: 165)
A Ada também é uma criança consciente, neste momento encontrando confiança dentro de si:
"Enfim compreendi qual era a minha luta e por que eu guerreava. A Mãe não fazia ideia da forte combatente que eu havia me tornado."  (Pág.: 220)
Com uma edição impecável, um trabalho de capa especial e totalmente dentro do contexto da história, "A guerra que salvou a minha vida" é um um grande acerto na literatura contemporânea e é vencedor de vários prêmios importantes, além de estar em primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times. O livro também é adotado em várias escolas nos Estados Unidos. A autora já publicou outros livros sendo este o primeiro publicado também no Brasil. Bradley vive com a família numa fazenda nas Montanhas Apalaches. 

A guerra que salvou a minha vida é um livro para a família toda. Uma história linda, delicada, tocante, especial. Sem dúvidas a Ada é uma heroína da atualidade, uma inspiração. 
O Vida e Letras em parceria com a Darkside gostaria de dar esse presente a um de vocês! Vamos lá? É super fácil de participar, basta preencher as entradas (importante colocar o e-mail) e aguardar o dia do sorteio. PARTICIPE! 

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Bjux,